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DINÂMICAS

DINAMISMO - O Espaço das Dinâmicas

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DINÂMICAS

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1- Adivinhe quem é?
Grupo: crianças ou adolescentes.

Objetivos: Essa dinâmica é ideal para que o grupo se conheça um pouco melhor, descontraindo os alunos para uma atividade posterior.

Tempo: O professor estipula o tempo de duração.

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Material: folhas avulsas, lápis e borracha.

Desenvolvimento: Divide-se a sala em dois grupos: A e B.

Cada aluno escreverá em uma folha avulsa: seu nome e algumas curiosidades sobre ele (fica a critério do professor).

Exemplo: cor ou comida preferida, hobby, completar algumas frases como: a amizade é......; o futuro é........

Feito isso, as folhas são entregues ao professor.

O grupo B, terá que adivinhar, pelas características lidas pelo professor, qual é a pessoa citada do grupo A e vice-versa.

Se o grupo acertar , ganha um ponto, se errar, o grupo adversário ganha um ponto.

Conclusão: O resultado é muito estimulante!!!

2- Autógrafos

Grupo: O Autógrafo pode ser aplicado com crianças, adultos ou adolescentes, sem que se altere o conteúdo moral implícito em sua mensagem.

Objetivos: É evidente que esse conteúdo não deve ser explicado pelo monitor e sim ser produto de ampla e muitas vezes longa discussão, após a aplicação da técnica.

Seu fundamento moral vale-se do choque que provoca ao se verem seus integrantes plenamente mergulhados em uma competição egocêntrica que se opõe a um sentimento de solidariedade.

Ao terminar a aplicação da técnica, os participantes percebem que intuitivamente entraram em choque competitivo, rejeitando um sentimento de solidariedade que afinal, é a mensagem mais forte de todo propósito de sensibilização.

Tempo: 1 aula

Local: sala ampla

Material: uma folha de papel em branco, lápis ou caneta.

Desenvolvimento: Etapas dos Autógrafos:

O monitor distribui a cada participante uma folha de papel em branco e pede ao mesmo que anote, ao alto, seu nome ou apelido qualquer que aceita com naturalidade.
Verifica se todos os participantes possuem lápis ou caneta. Solicita a seguir que tracem um retângulo ao redor do nome.
A vista aos participantes que terão dois minutos para cumprir a tarefa de colher autógrafos, pedindo que os demais assinem seus nomes de forma legível em sua folha. Avisa também que, esgotado o tempo, todos deverão ter suas folhas em mãos.
Inicia a atividade e marca o tempo. Nesse momento é natural a formação de verdadeira balbúrdia, com todos os membros buscando rapidamente obter o maior número possível de autógrafos, ainda que tal ordem não tenha sido passada nem o monitor tenha colocado qualquer proposta de prêmio ou vitória por essa conquista.
Passados os dois minutos interrompe a atividade e solicita que todos os participantes confiram o número de autógrafos legíveis obtidos.
Pergunta a cada um deles o número obtido e informa à classe ou ao grupo os três primeiros resultados.
Inicia a discussão da técnica, indagando inicialmente se haveria algum valor em atribuir-se qualquer destaque novo a prova de solidariedade aos participantes que mais autógrafos tivessem obtido. Receberá, quase que unânime, a resposta negativa. Indaga, então, se alguma forma a técnica se prestaria para identificar alguma solidariedade, pois não é difícil muitos perceberem que há muito egocentrismo na obtenção do autógrafo, mas não em sua doação.

Conclusão: Embora todos se mostrassem ávidos em obterem autógrafos, tiveram que também oferecer o seu, como alternativa para o recebimento. Não demorará muito e o grupo será levado a perceber que a mensagem da técnica é ensinar que toda conquista pressupõe doação, e que sem a ajuda de nossa espontaneidade pouco pode ser obtido.

3- Dinâmica do Sociograma

Esta dinâmica é, geralmente, desenvolvida a fim de se descobrir os líderes positivos e negativos de um determinado grupo, pessoas afins, pessoas em que cada um confia. É muito utilizada por equipes esportivas e outros grupos.

Material: papel, lápis ou caneta.

Desenvolvimento: Distribui-se um pedaço de papel e caneta para cada componente do grupo. Cada um deve responder as seguintes perguntas com um tempo de no máximo 20-60 segundos, cronometrados pelo Coordenador da dinâmica. Exemplo de Perguntas:

1) Se você fosse para uma ilha deserta e tivesse que estar lá por muito tempo, quem você levaria dentro desse grupo?
2) Se você fosse montar uma festa e tivesse que escolher uma (ou quantas desejarem) pessoa desse grupo quem você escoheria?
3) Se você fosse sorteado em um concurso para uma grande viagem e só pudesse levar 3 pessoas dentro desse grupo, quem você levaria?
4) Se você fosse montar um time e tivesse que eliminar (tantas pessoas) quem você eliminaria deste grupo?

Obs: As perguntas podem ser elaboradas com o fim específico, mas lembrando que as perguntas não devem ser diretas para o fim proposto, mas em situações comparativas.

De posse dos resultados, conta-se os pontos de cada participante e interpreta-se os dados para utilização de estratégias dentro de empresas e equipes esportivas.


4- Barbante
Grupo: alunos de pré-escola à 4a série.

Objetivos: a dinâmica é uma ótima oportunidade para você observar melhor o comportamento da turma.

Tempo: 1 aula

Local: A brincadeira pode acontecer na classe ou no pátio, dependendo do tamanho da turma.

Material: bastam um rolo de barbante e uma tesoura sem ponta para começar a brincadeira.

Desenvolvimento: Forme com os alunos uma grande roda e, em seguida, cada criança mede três palmos do cordão, corta para si e passa o rolo adiante.
Sugira que cada um brinque com o seu pedacinho de barbante.
Balançando o cordão no ar ou formando uma bolinha com ele, por exemplo, as crianças podem perceber sua textura, flexibilidade e versatilidade. Depois, toda a turma, incluindo o professor, cria no chão um desenho com o seu pedaço de barbante.
Prontas as obras, o grupo analisa figura por figura. Comentários e interpretações são muito bem-vindos.
Após percorrer toda a exposição, cada um desfaz o seu desenho e amarra, ponta com ponta, seu barbante ao dos vizinhos.
Abaixados ao redor desse grande círculo feito de cordão, as crianças devem criar uma única figura.
Proponha que refaçam juntos, alguns dos desenhos feitos individualmente. No final, em círculo, a turma conversa sobre o que cada um sentiu no decorrer da brincadeira.
Enquanto as crianças escolhem juntas qual o desenho irão fazer e colocam a idéia em prática, o professor aproveitará para observá-las. Nessa fase da brincadeira surgem muitas idéias e cada aluno quer falar mais alto que o colega.
Alguns buscam argumentos para as suas sugestões, outros ficam chateados, debocham da situação, ameaçam abandonar a roda e, às vezes, cumprem a palavra.
O professor deve ficar atento ao comportamento da turma durante esses momentos de tensão. Eles serão produtivos se você abandonar sua posição de coordenador e deixar o grupo resolver seus impasses, ainda que a solução encontrada não seja, na sua opinião, a melhor.

Conclusão: Por meio desse jogo, os alunos tomam consciência de seu potencial criativo e se familiarizam com as atividades em equipe.
É muito interessante repetir a brincadeira com a mesma classe semanas depois. É hora de comparar os processos de criação com o barbante, avaliando a evolução do grupo diante de um trabalho coletivo.

5- Comprimento
Grupo: crianças a partir de cinco anos.

Objetivos: desenvolver a noção de estimativa, equivalência e medida por meio de comparações. A dinâmica desse exercício estimula o raciocínio e a percepção das crianças em relação às medidas-padrão.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Material: Esta é uma brincadeira que basta usar o material dos próprios alunos para começar a brincar: caneta, uma borracha, um livro, ou até o próprio palmo das crianças, uma régua, uma trena ou uma fita métrica.

Desenvolvimento: Para começar a brincadeira, divida a turma em quatro grupos.
Escolha para cada um deles um objeto que deve substituir a régua como unidade de medida.
Esse objeto pode ser uma caneta, uma borracha, um livro, ou até o próprio palmo das crianças.
Em seguida, defina os objetos que cada grupo deve medir — por exemplo, a carteira, a porta, a lousa ou a altura da parede onde começa a janela.

Antes que a turma comece a realizar as medições, estimule as crianças a fazer estimativas: quantas borrachas elas acham que seriam necessárias para determinar o comprimento da mesa? E a largura?
Como seriam os resultados se, em vez desses objetos, a classe usasse um livro e um caderno para fazer as medidas? E assim por diante.
Depois, peça a eles para fazerem as medições, anotando num papel os resultados encontrados por cada membro do grupo. Enquanto isso, desenhe na lousa uma tabela a da figura.
Observando-se a tabela, fica claro como as medidas informais são imprecisas.
Peça então à turma para repetir as medidas usando uma régua, uma trena ou uma fita métrica.
Dessa vez as medidas vão diferir muito pouco de um aluno para outro e de um grupo para outro.
Utilize essas constatações para discutir com as crianças a experiência que acabaram de ter.

Conclusão: É bem provável que elas cheguem sozinhas à conclusão de como é importante se ter medidas-padrão.
e a comunicação - Dinâmica

6- Comunicação
Grupo: até 20 jovens do Ensino Médio.

Objetivo: criar comunicação fraterna e madura.

Tempo: cerca trinta minutos, dependendo do tamanho do grupo.

Local: sala suficientemente ampla para acomodar todos os participantes.

Material: papel e lápis para cada participante.

Desenvolvimento: distribuir aos participantes, papel e lápis e, convidá-los a fazer um desenho de um homem e uma mulher.
Após o desenho, eles devem anotar na figura:

a) diante dos olhos, as coisas que viram e mais os impressionaram;
b) diante da boca, 3 expressões (palavras, atitudes) dos quais se arrependeu ao longo da sua vida;
c) diante da cabeça, 3 idéias das quais não abre mão;
d) diante do coração, 3 grandes amores;
e) diante das mãos, ações inesquecíveis que realizou;
f) diante dos pés, as piores enroscadas em que se meteu.

Convidar o grupo para discutir:
1. Foi fácil ou difícil esta comunicação? Por quê?
2. Este exercício é uma ajuda? Em que sentido?
3. Em qual anotação sentiu mais dificuldade? Por quê?
4. Este exercício pode favorecer o diálogo entre as pessoas e o conhecimento de si mesmo? Por quê?

Conclusão:
Integrar a pessoa no meio social, desenvolver o conhecimento mútuo e a participação grupal, desinibir e desbloquear, adquirir hábitos de relações interpessoais.

7- De quem é o desenho?
Grupo: Até 20 pessoas (crianças ou adolescentes).

Objetivo: Reconhecer o talento dos colegas.

Tempo: Cerca de uma hora, dependendo do tamanho do grupo.

Local: Uma sala suficientemente ampla com cadeiras para acomodar todas as pessoas participantes.

Material: Rádio com boa potência. Folhas avulsas de sulfite, lápis e borracha.

Desenvolvimento: O professor deverá fazer dois grupos de alunos em dois círculos na sala com as carteiras.
Colocar uma música e distribuir as folhas para os alunos que deverão desenhar qualquer coisa ou a critério do professor.
Quando o professor parar a música, os alunos deverão passar a folha para o colega da direita (a folha não deverá ter nome) até o professor dar o sinal de parar.
Na hora que chegar a folha na primeira pessoa do grupo esse mesmo colega tenta adivinhar de quem é o desenho.
Podem-se trocar as folhas entre os grupos ou não.
Se um do grupo acertar de quem é o desenho, o grupo ganha um ponto e se não acertar, um ponto para o outro grupo. E assim continua a brincadeira.

Conclusão: abordagem às vivências do Grupo, criatividade e o conhecimento de cada integrante.

8- Dependência Mútua
Grupo: até 20 pessoas.

Objetivos: mostrar o quanto dependemos uns dos outros e o quanto podemos contribuir para crescimento de cada um.

Tempo: 1 aula

Local: sala suficientemente ampla para acomodar todos os participantes.

Material: nenhum

Desenvolvimento:
Podemos começar formando duplas. Um dos componentes da dupla fecha os olhos e passa a andar guiado pelo outro durante dois minutos.
Não é permitido abrir os olhos e nem tocar no companheiro, tão somente o som da voz do outro o guiará.
Logo em seguida, trocam-se os papéis e o que antes era o guia, passa ser o guiado.
Depois de terminada esta dinâmica, todos se reúnem para um momento de compartilhar, onde são respondidas várias perguntas:
O que você sentiu durante o tempo em que estava sendo guiado pelo outro?
Aconteceu de sentir-se tentado a abrir os olhos?
Teve total confiança em seu líder?
Pensou em se vingar do outro quando chegasse sua vez de ser o guia?
Sentiu-se tentado a fazer alguma brincadeira com o ceguinho?
Procure esclarecer juntamente com o grupo a definição dos termos coração compassivo, longanimidade, humildade etc.
Faça perguntas do tipo: O que falta em você para que as pessoas confiem mais no seu auxílio? e Qual a maior ajuda que você pode prestar neste momento de sua vida para as pessoas e para o grupo?.

Conclusão:
Precisamos, sem dúvida alguma, uns dos outros. Para que a mutualidade possa ocorrer de forma dinâmica e eficaz, é preciso desenvolver características de caráter que nos capacitem a desempenhar nosso papel fraterno.

9- Desabrochar - Orientação Sexual
Grupo: de preferência que seja com adolescentes.

Objetivos: Introduzir temas como: desenvolvimento humano, sexualidade, puberdade, adolescência...

Tempo: 20 a 30 minutos

Local: sala ampla ou em um espaço aberto, mas silencioso.

Material: jornais, aparelho de som, cd com música suave, de preferência que seja sons da natureza.

Desenvolvimento:
Pedir para todos os participantes deitarem sobre jornais.
Fazer um breve relaxamento para que todos se acalmem.
Trabalhar o exercício de respiração:
a) inspirando pelo nariz, enquanto conta até quatro (mentalmente);
b) prendendo a respiração - conta-se até quatro com a respiração presa e em seguida expirando pela boca enquanto repete a contagem até quatro.
c) Repete-se este exercício até que todos estejam calmos, (umas 6 ou 7 vezes).
Agora, pedir para que todos virem-se de lado, ainda deitados, e encolham as pernas o quanto podem, abraçando-as,
fechando os olhos e ouvindo a música no fundo.

O facilitador começa a falar:
- Você é um botão de rosas, um botão de rosas, ainda muito pequenino, bem fechadinho, que começa a querer desabrochar...
- Que cor é esse botão?
- Que cor será essa rosa?
Agora, cada um escolhe uma cor para representar o seu botão de rosa.
Você sente agora, que uma das pétalas desse botão, teima em se abrir.... e lentamente, você vai deixando afrouxar suas mãos, mas ainda... muito lentamente, e aos pouquinhos, sem pressa, você começa a sentir-se como realmente fosse um botão de rosas, inalando perfume, desabrochando, lentamente, sem pressa...
O facilitador vai conduzindo o desabrochar, passo a passo.
Agora, você vai soltando o braço que está por cima... seu braço solta-se e como se fosse uma pétala, separa-se viçoso.
Agora as pernas....
Deitando-se normalmente, com seus braços livres, suas pernas livres, você continua ainda vendo-se como um botão de rosas, lindo!!! Cheio de vida!!!
Sentando-se, muito lentamente, abrindo seus olhos e sentindo-se como num jardim, rodeado de outras rosas.
E com todos sentados, perguntar:
- O que sentiram?
- Que cor escolheram para sua rosa? Por quê?
- Tiveram vontade de terminar logo?
- Sentiram-se bem à vontade?
- Que sentimento tiveram durante a dinâmica?
Deixar que todos falem...
Depois de todos esses questionamentos, introduze-se o tema propriamente dito: sexualidade, virgindade, adolescência.... (o que foi preparado)
Conclusão:
Depois do relaxamento, os alunos estarão prontos para participar mais ativamente sobre qualquer debate.

10- Descrição  
Grupo: Esta dinâmica pode ser utilizada com alunos de várias faixas etárias em diversas disciplinas.

Objetivos: Desenvolver o raciocínio lógico, o sentido reflexivo e crítico, de tal maneira que possam tornar-se cidadãos conscientes de seus deveres e direitos.
Comparar diferenças e igualdades.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Material: Esta é uma brincadeira que basta usar o material dos próprios alunos para começar a brincar: caneta, uma borracha, lápis de cor e papéis.

Se quiser, poderá usar um fundo musical.

Desenvolvimento: Peça aos alunos que descrevam uma pessoa conhecida, um animal, uma planta, um lugar ou um objeto qualquer. Escolham um só.

Atenção! Eles não devem citar o nome do item que está sendo descrito. Por exemplo, se a descrição for de um gato, devem dizer que tem pêlos, rabo etc., mas não mencionar a palavra "gato".
Peça aos alunos que façam um desenho conforme a descrição.
Se preferir, utilize um fundo musical.
Depois que todos terminarem de desenhar, peça-lhes que mostrem os desenhos aos colegas e comparem as diferenças e igualdades.
Finalmente, apresente uma foto ou um desenho da verdadeira descrição.

Conclusão: As dinâmicas na sala de aula têm uma boa aceitação por parte dos alunos e facilitam muito a relação professor-aluno.

11- Desejos e lembranças mais felizes
Objetivos:
A lista de desejos apresenta o que deixa a criança feliz segundo o que ela julga, e deve complementar a lista de lembranças felizes.
Estudando as listas, é possível perceber o que mais agrada à turma, explorar novas idéias, elaborar gráficos, aproveitando as personalidades e habilidades naturais de cada um.

Desenrolar:
Faça com seus alunos uma lista de "desejos e lembranças mais felizes".
É importante que a criança relate as lembranças na ordem em que aconteceram. O educador anota pelo menos cinco lembranças de cada aluno (que realmente aconteceram, não as que a criança gostaria que tivessem acontecido).
Cada lembrança relatada se enquadra numa destas categorias:

Pessoal: algo feito pela criança é considerado pessoal;

Social: aceitação por parte dos outros (popularmente) é considerado social;

Material: tudo ligado a posses e dinheiro será considerado material.

Ponha a categoria entre parênteses junto à linha do desejo ou de lembrança feliz.
Por exemplo: Eu gostaria de ser dentista. (pessoal)
Eu gostaria de ser dentista, porque eles ganham muito dinheiro. (pessoal e material)
Eu gostaria que meu pai passasse mais tempo comigo. (família)
A lembrança mais feliz foi quando fui aplaudido no meu recital de piano. (social)
A maioria das listas de crianças costuma apresentar uma mistura das quatro categorias.
Ninguém é motivado por apenas uma série de valores.

Conclusão:
Estas listas possibilitam ao educador conhecer mais sobre cada criança.
As lembranças mais felizes servem de guia para que ele saiba o que realmente satisfaz o aluno.

12- Exclusão
Grupo: número indeterminado de pessoas, uma vez que serão escolhidos membros para participar do exercício.

Objetivos:

a) Vivenciar o desejo de merecer, de consideração e interesse.
b) Sentir a alienação, o isolamento, a solidão, sensação de estar excluído de um grupo.

Tempo: 15 minutos aproximadamente.

Local: Uma sala suficientemente ampla para poder acomodar todos os participantes.

Desenvolvimento:
1- O professor escolhe umas cinco a sete pessoas que serão identificadas como "de dentro" e que ficam de pé, no centro do grupo, formando um círculo com os braços entrelaçados. Tanto podem ficar virados para dentro como para fora.
2- A seguir, escolherá uma pessoa do grupo que será o "intruso" e que deverá tentar penetrar no círculo da maneira que puder, e os componentes do círculo procurarão conservá-lo fora.
3- O "intruso" tentará abrir o círculo e toma seu lugar ao lado dos outros como um membro regular, podendo o professor indicar outro membro como "intruso", já que esta atividade costuma despertar grande empatia.
4- No final do exercício, os "intrusos" e os outros membros que funcionaram como observadores, farão os comentários acerca da experiência. É importante observar se os "intrusos" tentaram penetrar à força ou com diálogo.

Conclusão:
Essa dinâmica deverá desenvolver o conhecimento mútuo e a participação grupal, integrar a pessoa no meio social, desinibir e desbloquear, desenvolver adaptação emocional, comunicação verbal e não-verbal, descobrir sistemas de valores.

13- Geschenk
Grupo: Essa técnica é interessante para ser aplicada quando o grupo já revela certa intimidade e algum cansaço.
Muito simples, constitui apenas um instrumento de maior integração. Dessa forma, não há limites etários ou quanto a maior ou menor maturidade do grupo para sua aplicação.
Pode ser executada com grupos de até vinte elementos.

Objetivos: desenvolver a integração do grupo.

Tempo: 1 hora

Local: uma sala ampla.

Material: lápis, cartolinas e papéis.

Desenvolvimento: Formar subgrupos de seis a dez elementos em cada e devem sentar-se em círculo, dispondo de lápis e papel.
A uma ordem do professor, cada um deve escrever o nome dos integrantes do subgrupo.
Depois, em silêncio, cada um deve colocar um asterisco ao lado de cada nome de sua relação, pelo qual tenha alguma admiração.
Alertar para o fato de não haver inconveniente em que existam asteriscos ao lado de muitos ou em todos os nomes.
A etapa seguinte consiste em escrever uma mensagem, uma frase, um pensamento, enfim algum recado para as pessoas que se escolheu, mas de maneira que não se identifique o autor da mensagem.
A seguir, cada um lerá para o grupo as mensagens recebidas, tentando identificar, que poderá ou não ser assumida pelo remetente.
É interessante que o remetente das mensagens não se identifique, facilitando o debate grupal.
Concluída essa etapa, o subgrupo redigirá, numa cartolina, uma ou mais mensagens que identifiquem seus integrantes para apresentá-la num painel geral. Na elaboração dessa cartolina os participantes não devem registrar as auto mensagens, mas apenas as que enviarem.
Forma-se o grupo total para a apresentação das cartolinas.

Conclusão: reconhecimento das características de cada um do grupo.

14- Dinâmica do Panetone
Grupo: Esta dinâmica pode ser aplicada com crianças, adultos ou adolescentes, sem que se altere o conteúdo moral implícito em sua mensagem. Abaixo damos o exemplo com 14 adjetivos podendo ser acrescentado ou diminuído conforme o número de participantes.

Tempo: 1 aula

Local: sala ampla

Material: um presente contendo, de preferência o número de panetones igual ao número de participantes, numa caixa bem bonita, enfeitada.

Desenrolar: Sortear o presente para um integrante do grupo.

01 – Parabéns!
Você tem muita sorte, foi o sorteado(a) com este presente. Ele simboliza a compreensão, a confraternização e a amizade que fizemos durante estes anos.
Mas o presente não será seu, observe os amigos e aquele(a) que considerar mais organizado(a) será o ganhador(a) dele.

02 – A organização é algo de grande valor e você como possuidor(a) dessa virtude, irá levantar-se para entregar este presente ao amigo(a) que você achar mais feliz.

03 – Você é feliz, construa sempre a sua felicidade em bases sólidas. A felicidade, não depende dos outros, mas de nós mesmos, mas o presente ainda não será seu, entregue-o para uma pessoa que na sua opinião é muito meiga.

04 – A meiguice é algo muito raro e você a possui, parabéns, mas o presente ainda não será seu, e você com jeito amigo não vai fazer questão de entregá-lo a quem você acha mais extrovertido(a).

05 – Por ter esse jeito tão extrovertido é que você está sendo escolhido(a) para receber este presente, mas infelizmente ele não é seu, passe-o para quem você considera muito corajoso(a).

06 – Você foi contemplado(a) com este presente e agora demonstrando a virtude da coragem pela qual você foi escolhido para recebê-lo, entregue-o para quem você acha mais inteligente.

07 – A inteligência nos foi dada por Deus, parabéns por ter encontrado espaço para demonstrar este talento, pois muitos de nossos irmãos são inteligentes, mas a sociedade impede que eles desenvolvam sua inteligência, agora passe o presente para quem você acha mais simpático(a).

08 – Para comemorar a escolha distribua um largo sorriso aos amigos, o mundo está tão amargo e para melhorar um pouco necessitamos de pessoas simpáticas como você, parabéns pela simpatia, não fique triste o presente não será seu, passe-o a quem você acha mais dinâmico(a).

09 – Dinamismo é fortaleza, coragem, compromisso e irradia energia, seja sempre agente multiplicador de boas idéias e boas ações em seu meio, precisamos de pessoas como você, parabéns, mas passe o presente a quem você acha mais solidário.

10 – Solidariedade é coisa rara no mundo em que vivemos, de pessoas egocêntricas, você está de parabéns por ser solidário(a) com os colegas, mas o presente não será seu, passe-o a quem você acha mais alegre.

11 – Alegria!! Você poderá fazer renascer em muitos corações a alegria de viver, pessoas alegres como você transmitem otimismo e alto astral. Com sua alegria passe o presente a quem você acha mais elegante.

12 – Parabéns, a elegância completa a citação humana e a sua presença se torna mais marcante, mas o presente não será seu, passe-o para aquele(a) amigo(a) que você acha mais bonito(a).

13 – Que bom! Você foi escolhido(a) amigo(a) o mais bonito(a) entre os presentes , por isso mostre desfilando para todos observarem o quanto é bonito(a). Mas o presente não será seu passe-o para quem lhe transmite paz.

14 – O mundo inteiro clama por paz e você gratuitamente, transmite esta tão grande riqueza, parabéns!! Você está fazendo falta as grandes potências do mundo, responsáveis por tantos conflitos entre a humanidade, com muita paz, abra o presente e sirva a todos os presentes desejando um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

A amizade está acima das idéias, a amizade se desfaz com adversidades, se nasceu já não pode morrer, até a sua lembrança é eterna, "Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves" .

15- Holística
Grupo:
em torno de trinta pessoas.

Objetivo: Explicar de forma lúdica o que é visão holística. Teoria segundo a qual o homem é um todo indivisível, e que não pode ser explicado pelos seus distintos componentes (físico, psicológico ou psíquico), considerados separadamente; holística.

Tempo: cerca trinta minutos, dependendo do tamanho do grupo.

Local: sala suficientemente ampla para acomodar todos os participantes.

Material:

- Carretel de barbante ou linha suficientemente comprida;

- Um balão de aniversário.

- Um quadro ou uma cartolina.

Desenvolvimento:

I. Escreve-se no quadro ou em uma cartolina: "A parte é diferente do todo, mas também é o mesmo que o todo. A essência é o todo e a parte." (Éfeso)
II. Pede-se para o grupo formar uma grande roda;

III. Entrega-se o carretel de barbante para um dos integrantes da roda e explica-se que ele deve ficar com a ponta do barbante e jogar o carretel para outra pessoa qualquer da roda explicando porque escolheu tal pessoa;

IV. A segunda pessoa que recebe o carretel deve segurar uma parte do barbante (de modo que o mesmo fica esticado entre a 1ª e a 2ª pessoa) e jogar o carretel para outro componente da roda, explicando porque escolheu tal pessoa.

Esse passo é repetido até que todos os componentes da roda tenham sua parte do barbante. Estará formada, então, uma grande teia, como na figura abaixo:
V. Com base no texto abaixo, explica-se o que é holística. Preferencialmente, o professor não deve ler o texto: ele deve explicar com suas palavras, observando que no decorrer do texto a dinâmica continua.

"Cada indivíduo dessa roda é uma parte que forma um todo. Podemos comparar essas partes com os elementos da natureza, com os funcionários ou departamentos de uma empresa (ou escola) ou com as células de um ser vivo.
É importante perceber que essas partes estão interligadas, se comunicam, se interagem e dependem umas das outras para que o todo (seja a Natureza, a escola ou o organismo de um ser vivo) viva e funcione adequadamente.
Essa é a essência da visão holística (coloca-se o balão de aniversário no meio da teia, de modo que ele fique sustentado e em equilíbrio sobre a mesma).
Esse balão que está sendo sustentado pela teia representa o equilíbrio ideal resultante da interação de cada parte. Observem que para que o balão esteja perfeitamente equilibrado é importante que todas as partes colaborem entre si.
Tudo o que há no Universo são considerados todos em relação às suas partes constituintes, mas também são partes de todos maiores. Por exemplo: um átomo forma uma molécula que forma uma célula que forma um organismo vivo que forma a parte viva de um planeta que é uma parte da galáxia que é um elemento do Universo.
E tudo isso, todos e partes, estão interdependentes numa totalidade harmônica e funcional, numa perpétua oscilação onde os todos e as partes se mantém mutuamente.(a partir de agora o professor tira da mão de cada um o pedaço de barbante deixando-o cair, enquanto isso, continua-se a explicação do que está acontecendo).
Entretanto, estamos em uma sociedade mecanicista, onde partes tentam se sobre por a outras, onde o ser humano torna-se predador de seu semelhante. São as classes dominantes em posição de poder que atuam ou de forma preconceituosa, ou com ênfase na competição e não na cooperação.
E o que acontece quando não há uma perfeita sinergia entre as partes do todo ou quando não há a colaboração de todas as partes? (nesse momento todos já largaram sua parte do barbante e o balão está no chão)
Acontece o mesmo que aconteceu com esse balão: perde-se o equilíbrio do sistema até que ele desmorone.(o professor pega a bola)
Ainda há tempo de recuperar o equilíbrio se todos pegarem sua parte do barbante, só que se demorarmos muito, pode ser tarde demais. (estoura-se a bola)

VI. Convém notar que a aplicação deste exercício exige certa maturidade do grupo.

Conclusão: perceber que essas partes estão interligadas, se comunicam, se interagem e dependem umas das outras para que "o todo" viva e funcione adequadamente.

16- Integração
Grupo: número indeterminado de pessoas.

Objetivos: Criar no grupo, considerado hostil, um clima positivo.Integrar um grupo que resista ao treinamento.

Tempo: Uma hora, aproximadamente.

Local: Uma sala ampla que acomode todas as pessoas.

Material Utilizado: Um quadro-negro ou diversas cartolinas (1m x 0,50), lápis ou caneta, folhas em branco.

Desenvolvimento: O professor sentindo que os alunos apresentam na sua maioria, resistência à dinâmica, o que é facilmente observável, pelo comportamento (por exemplo: no modo de agrupar-se, distante do professor), pede que formem subgrupos de três, com as pessoas mais próximas.
Para cada subgrupo será distribuída uma folha, na qual deverão responder à seguinte pergunta: "Como vocês se sentem em estar aqui na escola?"
Solicita-se que cada subgrupo faça uma listagem de razões.
A seguir o professor pedirá que cada subgrupo faça a leitura de sua listagem, que será escrita no quadro-negro ou na cartolina, caracterizando os pontos considerados positivos e negativos.
Usando os mesmos "trios", o professor pede para responder à segunda pergunta: "Como vocês se sentem com a minha presença aqui?"
Novamente as respostas serão lançadas no quadro-negro ou na cartolina, realçando-se os pontos positivos e negativos.
Finalmente, o professor formula a terceira pergunta: "Como vocês se sentem em relação às pessoas que os mandaram para a escola (pais ou responsáveis)?", o resultado será lançado no quadro-negro ou cartolina, destacando novamente os aspectos positivos e negativos.
A seguir, forma-se o plenário para uma análise geral das respostas dadas às três perguntas.
Geralmente pode-se observar que nas respostas à primeira pergunta predominam os aspectos negativos, e na segunda ou terceira aparecem mais os positivos.

Conclusão: mudança de clima na dinâmica e maior integração.

17- Interpessoal
Grupo:
Pode ser executada com grupos de vinte ou mais elementos.

Objetivos: desenvolver a integração do grupo.

Tempo: 1 hora.

Local: sala ampla ou em um espaço aberto, mas silencioso.

Material: lápis e tiras de papéis.

Desenvolvimento:
Cada participante escolhe uma tira de papel com duas perguntas (veja a lista abaixo).
Os alunos entrevistam uns aos outros, identificam-se, fazendo a pergunta escolhida e escrevendo ao lado, o nome da pessoa entrevistada que respondeu: - SIM.
O aluno deve fazer as duas perguntas para o maior número possível de colegas.
Dar um tempo (cerca de 15 minutos) é suficiente.
Todos sentam e chama-se um a um.
O aluno lê cada pergunta e diz quem respondeu:- SIM e escolhe aleatoriamente, um nome para provar que sua resposta é verdadeira.
Exemplos de perguntas:
Você consegue escrever com as duas mãos?
Você seria capaz de contar uma piada?
Você já participou de um pega de carro?
Você é a favor da pena de morte?
Você fala fluentemente três línguas estrangeiras?
Você acredita em fantasmas?
Você seria capaz de xingar um palavrão bem alto?
Você seria capaz de fazer uma coreografia baiana?
Você seria capaz de cantar uma música popular brasileira?
E muitas outras mais...

Conclusão: Desnecessário dizer que as situações são as mais interessantes, as reações de cada um podem ser medidas e isso quebra o gelo inicial da turma que está se conhecendo pela primeira vez.
Desenvolve o reconhecimento das características de cada um do grupo

18- Jogos dos Balões

Objetivos:
Proporcionar uma reflexão sobre o que conhecemos sobre drogas, qual a nossa visão do problema e como podemos fazer a prevenção ao uso indevido de drogas.

Material: Sala ampla, sentar em círculo e 3 balões coloridos

Tempo: 30 minutos

Apresentação:
1. Dividir o grupo em 06 (seis) subgrupos, de acordo com o número de participantes.
2. O facilitador do grupo dará o código individualmente para cada subgrupo.
3. Para cada subgrupo será dado um balão de cor diferente.
4. Cada subgrupo receberá seu código:

Grupo 1 – código: A visão que você tem das drogas.
Grupo 2 – código: O que você sabe sobre drogas.
Grupo 3 – código: O que você pode fazer para prevenir o uso de drogas.
Grupo 4 – código: A visão que você tem das drogas.
Grupo 5 – código: O que você sabe sobre drogas.
Grupo 6 – código: O que você pode fazer para prevenir o uso de drogas.

5. O facilitador deverá passar cada código aos subgrupos, certificando-se de que um grupo não saberá o código do outro.
6. Cada subgrupo fará uso da linguagem não-verbal (sem o uso da palavra), podendo apenas utilizar mímicas e gestos aproveitando sempre o balão cheio para auxiliar o processo de dramatização.
7. Após a apresentação de cada subgrupo, abrir o grande grupo para identificar os códigos, favorecendo, assim a discussão.

Desenvolvimento: Discussão em grupo

a) Qual a dificuldade de se explicar sem utilizar palavras?
b) O porquê da certeza de que foram entendidos.
c) Quando se deve entender e conhecer de drogas?
d) O que pode ser feito para se trabalhar a prevenção?
e) O que posso comprometer?

Cuidados e Dicas:
Se algum participante estourar um balão, este deverá ser recolocado e obedecer a mesma cor.

Fixação e Verificação da aula:
Ter proporcionado uma reflexão sobre o que o grupo sabe a respeito de drogas, seu entendimento do problema e o que o adolescente pode fazer, como estudante e cidadão, para evitar o uso.

19- Música
Ouvindo Música

Grupo: Até 20 pessoas.

Objetivos:
a) Despertar a intuição e a criatividade;
b) Criar um clima de liberdade que envolve os participantes, unindo-os;
c) Proporcionar momentos de relaxamento estimulando a concentração;
d) Despertar o senso de liderança.

Tempo: Cerca de uma hora, dependendo do tamanho do grupo.

Local: Uma sala (opcionalmente com cadeiras), suficientemente ampla para acomodar todas as pessoas participantes.

Material: Toca-fitas com boa potência. Música(s) de relaxamento.

Desenvolvimento:
I. O grupo ouve música durante 10 ou 15 minutos;
II. Antes de pôr a música, o professor avisa que devem ouvi-la imaginando uma história encenável;
III. Pára a música. O professor pede a cada um que narre para todos a história imaginada;
IV. As histórias que despertarem maior interesse no grupo serão interpretadas pelos componentes. Interpretam-se quantas histórias o número de componentes permitir;
V. O diretor de cada história será a pessoa que a mentalizou inicialmente;

Conclusão: abordagem às vivências do Grupo, criatividade e o conhecimento de cada integrante.

20- Os peixinhos no aquário  

Grupo: Esta dinâmica pode ser utilizada com alunos de várias faixas etárias em diversas disciplinas.

Objetivos: Desenvolver o raciocínio lógico, o sentido reflexivo e crítico, de tal maneira que possam tornar-se cidadãos conscientes de seus deveres e direitos.
Comparar diferenças e igualdades.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Material: papel pardo, durex, música "Peixe vivo", papel sulfite, lápis preto e de cores, borracha, giz de cera, tesourinha etc...)

Desenvolvimento:
Faça o desenho de um aquário do tamanho de um papel pardo e fixe-o na lousa.
Coloque a música "Peixe vivo" para eles ouvirem e peça que cantem juntos...
Entregue aos pais um pedaço de papel sulfite (1/4) e peça-lhes que desenhem um peixinho, como desejarem... (tenha a disposição lápis preto e de cores, borracha, giz de cera, tesourinha etc...) e depois recortem.
Peça que, assim que terminem, vão à lousa e fixem seu peixinho no aquário.
Após todos fixados, peçam para que eles observem o que realizaram e manifestem o que entenderam sobre a atividade... deixe-os à vontade para falar... Se necessário , vá conduzindo a conversa para o lado da moral, da ética, do respeito às diferenças individuais.
Pergunte: "Todos os peixinhos estão iguais? (não)
Por que são diferentes?(porque todos somos diferentes, temos gostos diferentes, habilidades diferentes, conhecimentos diferentes).
Todos os peixinhos estão indo para mesmo lado? (não) Porque? (porque temos objetivos, metas e sonhos diferentes, caminhamos por caminhos diferentes, viemos de famílias diferentes, etc..)
Mas apesar de todas estas diferenças todos são iguais nas suas necessidades de sobrevivência.
Como a gente pode transferir estas idéias para a vida escolar? (aquário = escola;
Peixinhos = alunos, professores, funcionários e pais)
Como convivermos juntos, sabendo lidar com estas diferenças, em casa e na escola?"
E assim em diante , de acordo com o retorno dos pais...

Conclusão: As dinâmicas na sala de aula têm uma boa aceitação por parte dos pais e facilitam muito a relação professor-pais.

21- Páscoa
Símbolos da Páscoa 

Grupo: crianças a partir de sete anos.

Objetivos: Proporcionar a aprendizagem dos símbolos pascais.

A dinâmica desse exercício estimula o raciocínio e a percepção das crianças para o significado de cada símbolo.
Alguns símbolos que representam essa passagem são: o pão, o vinho, cálice, cordeiro e a vela.
Também são símbolos da Páscoa os ovos e os coelhos, porque representam nascimento e vida.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Material:Folhas de papel com desenho de cada um dos símbolos.
Folha de papel com os símbolos e seus significados para que possam ser ligados.
Folha com os símbolos e significados, para que eles possam colorir.
Material dos próprios alunos: caneta, uma borracha, uma régua, lápis de cor ou canetinhas.


Desenvolvimento: Para começar, divida a turma em cinco grupos.
Distribua para cada um deles um desenho com um dos símbolos.
Estimule as crianças a fazer suposições: verificar o nível de conhecimento e associação deles pelo significado do desenho.
Depois, peça a eles para anotarem num papel os resultados encontrados por cada membro do grupo.
Em seguida, troca-se os desenhos pelos grupos, até que todos tenham analisado cada desenho e anotado as suposições dos significados.
Cada grupo irá dizer as suposições sobre um desenho.
Explorar as idéias para que cheguem ao real significado de cada símbolo.
Distribuir um papel com desenho dos símbolos e significados, de forma que possam ser ligados pelos participantes.
Verificar se estão efetuando as ligações sem pedir auxílio, para avaliar as descobertas.
Conversar com os participantes sobre o porquê das ligações efetuadas.
Entregar a folha com os símbolos e significados, para que eles possam colorir.
Veja também como fazer um Coelhinho Porta-tudo, na Oficina "Mãos & Obras".
Utilize essas constatações para discutir com as crianças a experiência que acabaram de ter.

Conclusão: É bem provável que elas cheguem sozinhas à conclusão.

22- Pense bem...
Grupo: qualquer idade.

Objetivos: Não fazer com os outros aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco; mostrar que, às vezes, exigimos coisas de outras pessoas que nem mesmo nós somos capazes ou gostaríamos de fazer.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Materiais: Folhas e canetas.

Desenvolvimento: Em círculo cada pessoa irá receber um papel e escrever seu nome. Misturar todos e pegar aleatoriamente (não pode ser o próprio).
Escrever o que gostaria que a pessoa, a qual está o nome em cima, fizesse no centro do círculo.
Na hora em que a pessoa ler o que escreveu, o animador avisa que é a pessoa mesmo que escreveu que irá fazer...

23- Posição Social
Grupo: Até trinta pessoas. 5ª à 8ª série e Ensino Médio.

Objetivos:
a) Sentir que atrás de nosso corpo há a instituição (os organismos, os ritos, os direitos e os temores);
b) Sentir que atrás da instituição há outras instituições;
c) Sentir que atrás das instituições há pessoas, há decisões tomadas por elas, há relações que se estabelecem entre elas, e situações da primeira infância que se reproduzem.

Tempo: Cerca de uma hora, dependendo do tamanho do grupo.

Local:
Uma sala com cadeiras, suficientemente ampla para acomodar todas as pessoas participantes.

Material:
Lápis ou caneta e folhas em branco.

Desenvolvimento:
O professor começa propondo ao grupo que cada qual se imagine em "situações passadas da vida em que não se sentiram à vontade nas comunicações com outras pessoas".
Ou ainda, situações em que as palavras não saíram facilmente, pelo acanhamento, medo ou outras dificuldades. Quase todas as pessoas passaram por tais situações, na vida. Peça-lhes que anotem na sua folha.
Após uns seis ou sete minutos todos, um a um, lêem suas anotações.
Geralmente se observa que as situações mais constrangedoras e apresentadas pela maioria dos grupos se referem à comunicação com os "superiores", e não com iguais ou com "inferiores".
Diante dessa situação, o professor escolhe para o exercício uma menina (para representar a secretária) e dois meninos (para representarem o chefe e o candidato ao emprego) e propõe uma dramatização do seguinte fato:
Uma determinada pessoa foi procurar o chefe de pessoal de uma empresa para informar-se acerca de um emprego, antes de candidatar-se ao mesmo. O pretendente bate à porta. A secretária atende, convidando-o a entrar.
Ao atender, saúda-o, pedindo que aguarde sentado e entra na sala do chefe para anunciá-lo.
Enquanto espera, apressado e nervoso, procura no bolso um bilhete no qual anotara o seu pedido.
Nisso aparece a secretária, o que não permitiu que fosse lido o bilhete, antes de ser atendido pelo chefe.
O chefe pede para entrar, anuncia a secretária. Imediatamente ele se levanta, e, com um sorriso nos lábios, entra.
Olha para o chefe, que continua sentado à sua mesinha, parecendo neutro, preocupado com seu trabalho, de escritório.
"Bom-dia", diz ele, e espera mais um pouco.
Após alguns minutos, o chefe manda-o sentar.
Ele se assenta na beirada da cadeira, ocupando só um terço da mesma.
Acanhado, meio encurvado, a cabeça inclinada levemente para frente, começa a falar, dizendo ter lido um anúncio de que a empresa estava precisando contratar mais funcionários e que, antes de candidatar-se, desejava obter algumas informações a respeito do trabalho.
Sua fala é fraca, tímida preocupando-se em não dizer demais.
Sua cabeça está apoiada nas mãos, olhando sempre o chefe por baixo das sobrancelhas.
Eis que o chefe, que até agora permanecia calado, diz ao candidato:
- "Fale-me primeiro algo a respeito de sua formação e de sua experiência".
A esta altura, o candidato já não insiste em ter informações, procurando responder imediatamente à pergunta do chefe, continuando sempre sentado na beirada da cadeira.
Nisso, o professor aplica uma técnica usada em psicodramatização. Pára e inverte os papéis. O candidato se torna o chefe do pessoal, sentando-se no escritório, no lugar ocupado pelo chefe, e este ocupa a posição do candidato, fazendo o seu papel.
É importante observar como o comportamento das pessoas muda radicalmente. O candidato toma uma posição reta, firme, sentando-se corretamente.
Enquanto o chefe deixa seu ar de autoridade, e apresenta-se humilde, acanhado, falando com voz sumida. E o exercício continua.
O professor pede aos observadores do grupo que façam uma lista das anotações de tudo o que constataram e a mensagem que os dois meninos deixaram na dramatização.
A seguir, cada observador lerá suas anotações, e segue a verbalização acerca da experiência vivida.

Conclusão:
Verificar se os integrantes conseguem se soltar e revelar as experiências vividas.

24- Posso ou Não Posso?
Grupo: qualquer idade.

Objetivos: Fazer com que os alunos façam "regras" para serem seguidas na sala de aula.
Mostrar que a opinião deles é respeitada e válida.
Facilitar o cumprimento das regras, pois afinal foram os próprios alunos que criaram.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Materiais: Folhas de sulfite, lápis, canetas, aparelho de som.

Desenvolvimento:
Em círculo cada participante deverá falar uma regra que deverá ser seguida até o fim do dia.
Cada participante irá receber uma folha de sulfite, lápis, canetinha, etc.
Transcrever as regras no papel e afixá-las na parede.

Fonte: Segundo Maria Montessori (médica, pedagoga e criadora do método montessoriano, o qual é adotado internacionalmente nos mais diferenciados colégios), a criança deve envolver-se com o seu meio, fazer parte da construção de uma história, ou seja, participar das criações.

25- Presente de....

Objetivos:
Adaptação dos alunos na volta às aulas.

Preparação:
Os alunos devem sentar-se em círculo. Cada um vai passar o presente para quem acha que corresponde às qualidades ditas.
A professora deve preparar uma caixa bonita de presente, sem contar aos alunos, o que tem dentro. O presente é composto de balas que serão distribuídas para todos os alunos da classe.

Desenrolar:
l- Geralmente o professor inicia a brincadeira, passando para um (a) aluno(a), dizendo:
- Este presente está abençoado! Passe-o para a pessoa que você acha mais BONITA.
2- Parabéns! Pena que sua BELEZA não fará que o presente permaneça com você.
Passe-o para quem você acha mais ALEGRE no momento.
3- Parabéns! Pena que o presente ainda não ficará com você. Você está demais!
Mesmo assim, passe o presente para quem você acha mais CHIC.
4- Você está com a bola toda, menos com o presente.
Passe-o para a pessoa mais INTELIGENTE.
5- Como você é inteligente! Logo deve saber que o presente ainda não é seu.
Passe-o para quem você acha mais EXTROVERTIDO (A).
6- O que será que tem aí dentro? Pena que você ainda não vai saber!
Passe-o para quem você acha mais VAIDOSO (A).
7- Vaidade não é qualidade, nem defeito. Você ainda não foi eleito.
O presente não é seu, talvez será de quem você ache mais TÍMIDO (A).
Entregue o presente para ele (a).
8- Poderia ser seu, se não houvesse entre nós uma pessoa mais DEDICADA a tudo que faz. Dê o presente a ela.
9- Você é muito dedicada, porém saberá reconhecer que há uma pessoa SIMPLES e HONESTA nesta sala. Entregue o presente a ela.
10- Com tanta HONESTIDADE, você saberá reconhecer que todos queriam o presente.
Portanto, você não vai querê-lo só para você.
Abra-o e distribua a TODOS OS COLEGAS.

26- Qualidades
Grupo:
qualquer idade.

Objetivos: Destacar as qualidades, elevar a auto-estima, impulsionar a auto-reflexão, a aproximação e amizade.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Materiais: Folhas, canetas, aparelho de som.


Desenvolvimento:
Em círculo (sentados) cada pessoa recebe uma folha e uma caneta, coloca-se o seu nome na parte superior da folha.
Coloca-se uma música alegre de fundo e as folhas vão passando de mão em mão (à direita).
Cada vez que a pessoa receber uma folha, ler o nome e coloca-se uma qualidade (sincera) para o dono da folha.

27- Quem conta um conto...
Grupo: crianças ou adoslescentes

Objetivos: Com ampla validade de aplicação com adolescentes, a técnica representa também um bom argumento para o adulto perceber o quanto é falha a comunicação verbal, e quanto a mesma se presta a desvios que comprometem o conteúdo de uma mensagem.
Após sua aplicação costumamos solicitar ao grupo que reflita sobre seu conteúdo e, em pouco tempo, o mesmo não terá dificuldade em perceber que as palavras somente adquirem sua verdadeira dimensão como instrumento de comunicação quando se fazem acompanhar de objetiva clareza e sincera emoção.

Tempo: O professor estipula o tempo de duração.

Local: uma sala de aula e uma outra área.

Material: nenhum

Desenvolvimento: Explicar ao grupo os objetivos básicos da técnica, mas não antecipar as conclusões apresentadas.
Solicitar a três ou quatro participantes que se afastem por alguns momentos do recinto, mantendo-se, entretanto, em um local que possam ser chamados em poucos minutos.
Contar uma história ou ler uma das duas propostas a seguir, solicitando a máxima atenção dos presentes, pois um deles será escolhido para passar a história a um dos ausentes.
Chamar um dos participantes ausentes, a quem a história será contada por um dos que permaneceram na sala.
A narrativa deste participante não pode ser alterada ou corrigida por eventuais intervenções do grupo.
Pedir ao participante que estava ausente e que ouviu a história que a relate a um outro entre os ausentes que então será chamado.
Após esse relato, o terceiro ausente será chamado para ouvir do segundo a história e assim por diante até que a mesma seja contada ao último que se ausentou.
Desnecessário acrescentar que a essa altura a história sofreu radicais e geralmente engraçadas alterações, mostrando-se sempre muito distante da original.
Recontar a história novamente e confrontá-la com a forma com que, progressivamente, foi se alterando.
Reunir todo o grupo e discutir os objetivos da técnica e o tipo de mensagem que, da mesma, podemos extrair para nosso cotidiano, na escola, em uma empresa, na família, na relação social e em outros meios.
Sugere-se uma história a seguir:
O Capitão Terra, com seu uniforme de visita, cheio de medalhas e galões, chamou em seu gabinete o sargento Rinaldo e transmitiu o aviso:

- Sargento Rinaldo, como amanhã haverá eclipse do sol, pretendo que toda a bateria, em uniforme de campanha, reúna-se às oito horas no pátio novo, onde estamos estacionando as velhas viaturas.
Para explicar a ocorrência desse raro fenômeno meteorológico ou astronômico, sei lá, virá até nós o Tenente Leão que atuou como adido militar brasileiro junto à embaixada da Argentina quando do conflito do Atlântico Sul.
Caso, entretanto, chova e a nebulosidade nos impeça de ver o fenômeno que irá ser descrito, desloque a bateria para o pátio interno onde se fazem as disputas de salão de rugby e treine, até os limites da exaustão, a montagem e a desmontagem das novas metralhadoras que chegaram.

Conclusão: Desnecessário lembrar que a técnica presta-se para alertar crianças, jovens e adultos sobre o risco de uma comunicação imprecisa e sobre a importância de se aferir o sentido de uma mensagem antes de se concluir sobre o seu conteúdo."

28- Reforço e fixação de conteúdos
Objetivos: desenvolver o espírito de organização, incentivar o debate em torno de conceitos, estimular a criação de questões relativas aos conteúdos.

Procedimento:
Divide-se a classe em grupos de até 5 alunos;
Cada elemento do grupo pode consultar o que lhe estiver em mãos em relação ao conteúdo do bimestre.
Cada grupo fará questões para que outros grupos possam responder.
Numera-se os grupos.
O primeiro grupo inicia a primeira pergunta e escolhe um grupo para responder.
Cada pergunta deverá ser realizada em 1 minuto, da mesma forma a resposta deverá ser fornecida no mesmo tempo.
Não havendo reposta correta ou em tempo, o grupo que perguntou ganha 2 pontos, abrindo a questão para os outros grupos.
Aquele grupo que se pronunciar primeiro responderá, caso não acerte, outro grupo o fará.
Ganhará 1 ponto aquele que responder.
Caso o grupo ao qual fora dirigida a pergunta inicial acertar, esse ganha 1 ponto e o que questionou ganha outro.
Segue a dinâmica com o segundo grupo a fazer outra questão e escolher um grupo para responder.
Ficando a critério do professor seguir na seqüência ou aleatoriamente.
Dinâmica enviada por Marciel Silva Santos

29- Tema Transversal
Integração Social

Grupo: 5ª à 8ª séries

Objetivos: desenvolver habilidades e dar sua contribuição social sempre que tiverem oportunidade de conviver com não-deficientes.
Ajudar seus alunos a vencer preconceitos e substituir sentimentos como medo, pena, raiva ou repulsa, por empatia, solidariedade e respeito.

Tempo: uma aula.

Local: sala de aula.

Material: quadro-negro, lenço de pano, figuras e textos pesquisados pelos alunos, cartolinas.

Desenvolvimento: Comece a dinâmica perguntando aos alunos se eles conhecem dois seres vivos iguais.
Se alguém responder que existem gêmeos idênticos, questione as diferenças de temperamento que geralmente esses irmãos apresentam.
Inicie um debate: como seria o mundo se todos fossem iguais, pensassem da mesma maneira, tivessem os mesmos gostos, desejos e sonhos, e agissem do mesmo modo?
Mostre as vantagens de as pessoas serem diferentes, pois isso origina diversas contribuições para a sociedade.
Pergunte se os estudantes conhecem algum portador de deficiência.
Peça que eles contem quem são essas pessoas, como é o relacionamento com elas e que tipo de sentimentos elas despertam.
Anote os comentários no quadro-negro.
A seguir, proponha exercícios de vivência emocional.
Divida a classe em pares. Cada dupla deve optar por um tipo de deficiência (motora, visual, auditiva, mental ou múltipla).
Os alunos devem passar alguns minutos como um portador de deficiência, alternando os papéis de deficiente e acompanhante.
Algumas sugestões:
1. Deficiência visual: explorar a sala de aula ou outro ambiente da escola de olhos vendados, com a ajuda do colega.

2. Deficiência auditiva: assistir a um programa de televisão sem som. O que eles apreendem observando só as imagens?

3. Deficiência na fala: tentar passar, através de mímica, uma mensagem para o colega.

4. Deficiência motora: deve ser abordada em brincadeiras como corrida do saco ou corrida do ovo na colher, nas quais ora o aluno estará com as pernas, ora com os braços imobilizados.

5. Deficiência múltipla: associar dois ou mais tipos de deficiências.

Com a classe novamente reunida, pergunte aos alunos como eles se sentiram ao ficar com um dos membros ou sentidos sem função.
Como o colega ajudou ou atrapalhou?
Questione a turma se houve alguma mudança em relação aos sentimentos citados no início da discussão e, principalmente, o que aprenderam com a experiência.
Solicite uma pesquisa em revistas, jornais e na Internet sobre pessoas que nasceram com deficiência ou que a tenham adquirido depois de um acidente.
Como elas desenvolvem suas atividades e superam as dificuldades?
Exemplos: o locutor Osmar Santos e os atores Christopher Reeve, Gerson Brenner e Flávio Silvino, além de atletas da para-Olimpíada.
Faça um pôster com figuras e textos pesquisados pelos alunos.
Fixe o pôster na classe, em lugar visível.
Com essas conclusões em mãos, peça que os alunos façam uma redação sobre o tema "Todos têm o direito de ser diferentes".

CONCLUSÃO: exercícios de vivência para mostrar como superar muitos preconceitos. Infelizmente é comum os portadores de necessidades especiais serem mal recebidos no grupo.

Promover a integração social de pessoas portadoras de deficiência.

30- Timidez
Respeitando o outro 

Grupo: no máximo 25 crianças.

Objetivos: Respeitar as diferenças individuais de cada um.
Reconhecer quando alguém está lutando por um problema pessoal, perceber sua luta e suas vitórias, por menores que sejam.
Incentivá-lo a continuar lutando.

Tempo: 1 aula

Local: na sala de aula ou no pátio da escola.

Material:Textos da história abaixo (uma cópia para cada criança).

Desenvolvimento:Reunir a turma em círculo e contar a seguinte história:
José e Ricardo iam caminhando de volta para casa depois da aula. São muito amigos e sentem-se perfeitamente à vontade, um com o outro.
Neste dia porém, José estava um pouco triste.
- O que há com você? - perguntou Ricardo. Desde que saímos da escola não disse uma só palavra. Durante a aula ficou sem falar absolutamente nada. Mesmo no recreio, somente falou algumas palavras, com uma ou outra pessoa. Parecia um caramujo, todo encolhido.
- Você sabe muito bem que sou tímido e demoro a enturmar-me – respondeu José. Diante de um grupo sinto-me intimidado. Estou tentando melhorar. Hoje consegui falar com três pessoas, já é um progresso, você não acha?
- Talvez, disse Ricardo, visivelmente impaciente. Você ainda tem muito para crescer nesta área. Já é "grandinho" e está na hora de dominar este acanhamento idiota.
José abaixou a cabeça e depois disto houve um longo período de silêncio.
- Muito bem, retrucou José, quebrando o silêncio. Eu não vou mais falar com ninguém. Desisto de tentar, pois por mais que me esforce, só ouço críticas!
Após a realização da leitura, separe a turma em grupos (3 a 5 crianças).
Distribua as folhas com o texto, onde cada um deverá ler cuidadosamente o caso narrado e discutir com o grupo, procurando responder as seguintes perguntas:

1- Qual era o problema de José?

2- Por que o comentário de Ricardo fez com que José reagisse de modo tão negativo?

3- Você acha que devemos esperar mudanças nas pessoas com a mesma pressa que Ricardo demonstrou?

4- O que você diria a José para incentivá-lo a tornar-se mais sociável?

Depois de uns quinze minutos, os grupos se reúnem novamente e cada um, através de um relator escolhido, expõe suas conclusões.

Aplicar na sua vivência as descobertas desta dinâmica.

Conclusão:
Às vezes queremos que as coisas aconteçam muito depressa.
Quando alguém está conscientemente lutando com um problema pessoal, deve saber que estamos percebendo sua luta e suas vitórias, por menores que sejam.
Esta atitude irá incentivá-lo a continuar lutando.
Um elogio tem grande poder.

31- Rótulos
Grupo: Faixa etária: acima de 10 anos. Participantes: 05 a 07 em cada grupo

Objetivo: Estimular e desenvolver a empatia e a aproximação interpessoal.

Preparação:
O educador deve confeccionar um conjunto de etiquetas gomadas para cada grupo.
Essas etiquetas devem conter, com letras bem visíveis, as palavras:

SOU SURDO(A) - GRITE /
SOU PODEROSO(A) - RESPEITE /
SOU ENGRAÇADO(A) - RIA /
SOU SÁBIO(A) - ADMIRE /
SOU PREPOTENTE - TENHA MEDO /
SOU ANTIPÁTICO(A) - EVITE /
SOU TÍMIDO(A) - AJUDE.

Desenvolvimento:
Formar grupos de 05 a 07 alunos e sugerir que, durante 04 (quatro) ou 05 (cinco) minutos, discutam um tema polêmico qualquer, proposto pelo educador.
Avise que, entretanto, na testa de cada um dos integrantes do grupo será colada uma etiqueta (rótulo) e que o conteúdo da mesma deve ser levado em conta nas discussões, sem que seu possuidor, entretanto, saiba o significado.
Com os rótulos nas testas, o grupo inicia a discussão que torna-se naturalmente inviável.
Ao final do tempo, solicitar que os alunos exponham suas conclusões que é, entretanto, impossível.
Após essa tentativa, os alunos devem retirar a etiqueta e debater as dificuldades que os muitos rótulos que recebemos impõem as relações mais profundas.
A estratégia permite aprofundar os problemas de comunicação e relacionamento impostos pelos estereótipos e pelos preconceitos.

Dica: Antes que cada aluno retire sua etiqueta da testa, o educador pode perguntar a ele se sabe qual o rótulo que carrega.

32- O Time
Grupo:
crianças de qualquer idade.

Objetivos: perceber que há regras e limites para o sucesso e prosperidade de um "Time".
Reconhecer os valores positivos e negativos.

Tempo: 2 aulas


Local: sala de aula ou uma sala grande.


Material: Tiras de cartolinas, canetas, papel pardo, canetas hidrocor, dicionário, folha com um desenho de um campo de futebol, onde há jogadores, traves de gol, divisão do campo, etc. e bexigas de aniversário.


Desenvolvimento:
1ª Parte:
Inicialmente, a professora digita vários "valores", positivos e negativos, e os coloca dentro de bexigas de aniversário (um valor em cada uma).
Cada aluno receberá uma bexiga vazia, que terá um papel dobrado escrito um "valor moral" (positivo ou negativo), dentro dela.
Cada um encherá sua bexiga e depois a estourará. Neste momento cairá o papelzinho com o nome do valor, devendo ler o valor contido nela.
Os alunos formarão dois grupos: um grupo será com os valores negativos e outro, com os valores positivos.
Na lousa vão-se listando os valores, dividindo-os.
Exemplo: Interesse pelo conhecimento, atenção, camarada, franqueza, otimismo, honestidade, dever, bons modos, responsabilidade, esforço, respeito, disciplina, ordem, limpeza, calma, felicidade, humildade, otimismo, autocontrole, tranqüilidade, reflexão, cuidado, dedicação, amizade, generosidade, amabilidade, paciência, gratidão, respeito, diálogo, afeto, confiança, companheiro, educação, perdão, consideração, compaixão, igualdade, aceitação, convivência, apaziguamento, iniciativa, justiça, avareza, ganância, exibido, egoísta, pessimista, invejoso, rebelde, triste, intrometido, reclamador, malcriado, mal-humorado, chato, falsidade, mentiroso.
Passaremos então, a falar sobre os valores, se todos conhecem as palavras ali listadas.
Os alunos que desconhecerem alguns destes valores, deverão procurá-los no dicionário.

2ª Parte:
Cada aluno receberá um pequeno desenho de um campo de futebol, onde há jogadores, traves de gol, divisão do campo, etc.
Iniciarei então com as perguntas:
Para jogar futebol existem regras?
Os jogadores usam uniformes?
Eles têm limites?
Por que jogadores famosos estão sempre com problemas com seus técnicos?
Outras...
Depois desse questionamento, a classe deverá ser dividida em grupos.
Cada grupo receberá uma tira de cartolina e escreverá o valor que acha mais importante para o bom andamento da classe durante o ano letivo.
Uma equipe desenhará um campo de futebol, onde a professora continuará a questionar:
Por que há esta divisa no meio do campo?
O que significam estas linhas próximas à trave?
Eles podem passar aleatoriamente de um lado para outro do campo?
Após o questionamento, os alunos colarão as tiras com valores no papel pardo onde está desenhado o campo de futebol, (feito por um grupo de alunos) onde poderão perceber, que há regras e limites para o sucesso e prosperidade de um "Time".

Conclusão: Perceber que há regras e limites para o sucesso e prosperidade de um "Time".
Criei e apliquei essa atividade e obtive grande sucesso.

33- Verbos
Grupo:
Cabe utilizá-lo em quaisquer ciclo, havendo dificuldade no aprendizado do aluno quanto ao entendimento do que é uma ação verbal.

Objetivos: Diferenciar o verbo, do praticante da ação (o sujeito).
Explicar através dos próprios atos dos alunos que só encontramos o verbo na dependência do sujeito da ação.

Tempo: Uma ou duas aulas

Local: sala de aula

Materiais: nenhum

Desenvolvimento:
Aplicada em dupla, essa dinâmica é utilizada para que não só o próprio aluno que estiver apresentando entenda, como também àqueles que estão vendo.
A dificuldade de entender verbos, muitas vezes é grande, portanto com essa dinâmica o aluno compreende o valor do verbo, que é exclusiva ação do sujeito.
Formulação de Problemas: Ações, representações, dedução lógica.

Recursos: Mímicas
Em dupla, perante a classe, o aluno tenta através de mímicas fazer com que seu parceiro acerte por dedução ou uma boa interpretação, através de suas ações (mímicas) qual é o verbo que está sendo proposto.

Conclusões: Essa dinâmica proporciona uma dimensão maior ao aluno de interagir na aula.
Observações Finais: O aluno que participa da ação sobre verbos fica atento às ações dos outros colegas de classe na hora da integração do trabalho.
Utiliza a lógica, interpretação que neste caso não é utilizada a escrita.

34- O Espelho

Material: nenhum.

Disposição: Pessoas divididas em pares.

Desenvolvimento: em pares, primeiro em posição sentadas, um imita os movimentos e o outro representa o espelho. Primeiro, alguns movimentos faciais, depois, incorporar movimentos do tronco e membros.

Objetivos: perceber a imagem que passamos aos outros. Conhecimento do esquema e da imagem corporal.

35- As iniciais

Material: nenhum.

Disposição: grupo sentado em um círculo.

Desenvolvimento: o facilitador deve explicar o jogo, e se utilizar como exemplo: " Eu sou o Reinado, e gosto de revistas". "R" é a inicial do nome, e com ela se constrói algo que se gosta: uma qualidade, um desenho etc. E assim, todos os participantes do grupo devem fazer igual.

Objetivos: Conhecer o grupo. Recordar todos os nomes. Reforçar a idéia de que somos um grupo.

36- Continue a História

Material: nenhum.

Disposição: todos em círculo.

Desenvolvimento: o facilitador escolherá o primeiro que irá iniciar a história, este terá um minuto para contar a sua história. E o participante à sua direita seguirá contando a história do ponto em que o primeiro parou. Assim sucessivamente, até que todos os membros do círculo tenham contado a sua parte da história. Ficará a cargo do último fechar a história.

Objetivos: Estimular a cooperação. Desenvolver a criatividade.

37- Quem ri troca

Material: nenhum.

Disposição: todos formando um círculo, exceto um, que ficará no centro.

Desenvolvimento: este jogo é todo baseado no silencio, o participante que se encontra no centro do círculo escolhe uma pessoa do círculo, encarando-a. O jogador encarado precisa dizer "muk" e então ficar em silencio e sério. A pessoa do meio tentará fazer com que ele dê risadas, quebrando o "muk". A pessoa que não resistir e der risadas passa para o meio do círculo, trocando de lugar com o primeiro.

Objetivos: Propiciar descontração e alegria. Aprimorar a criatividade. Desenvolver a observação.

38- Grupos de...

Material: aparelho de som (cd).

Disposição: todos à vontade, pelo espaço destinado ao jogo.

Desenvolvimento: os participantes dançam pelo espaço do jogo, o facilitador pára a música e pede para formarem grupos de ... "4" (por exemplo), os participantes devem formar o grupo e segurando as mãos em círculo agachar o mais rápido possível. Agora formar grupos de ... "9", e assim sucessivamente.

Objetivos: Formar novos grupos. Estimular a cooperação. Aprimorar a relação interpessoal.

39- Onze

Material: nenhum.

Disposição: formando grupos de três pessoas.

Desenvolvimento: as pessoas do grupo devem mostrar ao mesmo tempo certa quantidade de dedos numa de suas mãos. Os três observam-se com a mão direita escondida nas costas e, ao mesmo tempo, estendem a mão com o número de dedos que cada um quer mostrar (de zero, com a mão fechada, até cinco, com a mão aberta). O objetivo do jogo é que a soma das três mãos dê onze dedos. Se não se consegue na primeira, tenta-se de novo.

O grupo não pode combinar quantos dedos colocar.

Objetivos: Estimular a cooperação. Aprimorar a relação interpessoal. Exercitar a comunicação não-verbal.

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